Inteligência Feminina
para transformação cultural

Vivemos em um mundo cada vez mais orientado por dados, mas gerar informação de qualidade sobre a vida e os contextos das mulheres ainda é um desafio

Mais do que números, boas pesquisas são capazes de gerar conversas, reflexões e a impulsionar transformações culturais e sociais concretas.

Nossa área de inteligência produz dados e estudos sobre as mulheres e suas diferentes realidades. Pelas lentes interseccionais de gênero, revelamos o que ainda está encoberto, negligenciado ou envolto em tabus para que empresas e marcas possam atuar na construção de uma sociedade mais justa e construir relevância e consideração junto às mulheres.

Na prática

Boticário - Her Code

Como as mulheres brasileiras se relacionam com o seu próprio prazer?
Quais são os principais códigos e barreiras para que elas acessem o desejo e como destravá-los?

Essas perguntas conduziram nosso estudo sobre prazer feminino a pedido do Boticário. O levantamento revelou como a cultura coloca impedimentos e dificuldades para que elas possam lidar com o desejo sexual.

79%
delas afirmam já terem fingido um orgasmo.
60%
delas dizem não se dedicar o suficiente ao próprio prazer.

Além da sobrecarga do cotidiano, o principal motivo são a falta de informação, de espaços seguros de troca e dificuldade de diálogo com amigas e com o parceiro ou a parceira.

Além de provocar um amplo debate sobre sexualidade feminina, os dados gerados orientaram a criação e comunicação da fragrância Her Code. Com a riqueza do conhecimento gerado, a marca criou ainda um e-book gratuito para apoiar mulheres na conexão com o próprio prazer.

99 e a segurança das mulheres​

Como ampliar mecanismos de segurança e atrair mais passageiras e motoristas?

Foi esse o ponto de partida para escutarmos mais de 800 mulheres entre motoristas e passageiras do aplicativo, em 6 diferentes praças. 

Mais do que entender a percepção delas sobre o app e a marca, investigamos suas rotinas, necessidades, estratégias para garantir sua segurança, considerando os contextos de violência, trabalho de cuidado, responsabilidade com a renda familiar, entre outros.

Quase
76%
das motoristas sente que ser mulher resulta em mais risco ao trabalhar.
93%
percebem que as passageiras se sentem mais seguras quando a motorista é mulher.
57,7%
das motoristas parceiras da 99 têm renda familiar de até 3 salários mínimos. O app é a principal fonte de renda para 57% delas.

Nessa parceria que dura desde 2018, também indicamos caminhos práticos para a melhoria do app, estratégias de aproximação com mulheres que busquem uma fonte de renda e a emancipação e políticas de segurança e acolhimento. Além disso, com os dados foi possível desenvolver uma estratégia de parcerias, seja com agentes públicos de segurança (polícias, secretarias, delegacias, etc) ou agentes do setor privado, academia, mídia, entre outros. O treinamento com vídeos e materiais didáticos para motoristas homens e mulheres sobre violência de gênero completa as entregas desse trabalho.

Bom para os negócios, bom para as mulheres.

Esgotadas: a saúde mental
das brasileiras pós pandemia

Após um período agudo de sobrecarga, metade das brasileiras
possui diagnóstico de transtorno mental. Mas o problema não é de hoje.

Com o fim do confinamento, em 2022, as mulheres brasileiras esperavam um alívio na sobrecarga na conciliação do trabalho de cuidado e o trabalho remunerado. Mas não foi isso que aconteceu. Ao observar o esgotamento das mulheres brasileiras, nossa organização irmã Think Olga quis entender o que estava por trás do problema. Foram entrevistadas mais de 1000 mulheres de todas as regiões e especialistas em saúde mental para traçar o retrato da saúde da psique feminina.

Quase metade das mulheres têm diagnóstico de ansiedade, depressão ou algum outro transtorno mental.

Falta de dinheiro e sobrecarga de trabalho são as questões que mais afetam a saúde emocional delas.

91%
afirmam que a saúde emocional deve ser levada muito a sério.

Mais do que números e relatos, o relatório propõe soluções e vias de mudanças para todos os atores: setor público, privado, sociedade e indivíduos. A conversa ganhou proporções nacionais em debates com grandes veículos como Folha de São Paulo e Fantástico, além de podcasts com ampla audiência feminina como o Bom Dia, Obvious. Nosso relatório também influenciou a elaboração da da Política Nacional de Cuidados, sancionada em 2024, e motivou a elaboração do Projeto de Lei – Disque Saúde Mental da Mulher, elaborado na Câmara de Deputados de São Paulo.

Quer saber mais?
Converse com a gente!

Quer receber novidades, análises e indicação de conteúdos inspiradores sobre equidade de gênero nas empresas sem depender do algoritmo das redes sociais?