Vivemos em um mundo cada vez mais orientado por dados, mas gerar informação de qualidade sobre a vida e os contextos das mulheres ainda é um desafio.
Mais do que números, boas pesquisas são capazes de gerar conversas, reflexões e a impulsionar transformações culturais e sociais concretas.
Nossa área de inteligência produz dados e estudos sobre as mulheres e suas diferentes realidades. Pelas lentes interseccionais de gênero, revelamos o que ainda está encoberto, negligenciado ou envolto em tabus para que empresas e marcas possam atuar na construção de uma sociedade mais justa e construir relevância e consideração junto às mulheres.
Essas perguntas conduziram nosso estudo sobre prazer feminino a pedido do Boticário. O levantamento revelou como a cultura coloca impedimentos e dificuldades para que elas possam lidar com o desejo sexual.
Além da sobrecarga do cotidiano, o principal motivo são a falta de informação, de espaços seguros de troca e dificuldade de diálogo com amigas e com o parceiro ou a parceira.
Além de provocar um amplo debate sobre sexualidade feminina, os dados gerados orientaram a criação e comunicação da fragrância Her Code. Com a riqueza do conhecimento gerado, a marca criou ainda um e-book gratuito para apoiar mulheres na conexão com o próprio prazer.
Foi esse o ponto de partida para escutarmos mais de 800 mulheres entre motoristas e passageiras do aplicativo, em 6 diferentes praças.
Mais do que entender a percepção delas sobre o app e a marca, investigamos suas rotinas, necessidades, estratégias para garantir sua segurança, considerando os contextos de violência, trabalho de cuidado, responsabilidade com a renda familiar, entre outros.
Nessa parceria que dura desde 2018, também indicamos caminhos práticos para a melhoria do app, estratégias de aproximação com mulheres que busquem uma fonte de renda e a emancipação e políticas de segurança e acolhimento. Além disso, com os dados foi possível desenvolver uma estratégia de parcerias, seja com agentes públicos de segurança (polícias, secretarias, delegacias, etc) ou agentes do setor privado, academia, mídia, entre outros. O treinamento com vídeos e materiais didáticos para motoristas homens e mulheres sobre violência de gênero completa as entregas desse trabalho.
Bom para os negócios, bom para as mulheres.
Com o fim do confinamento, em 2022, as mulheres brasileiras esperavam um alívio na sobrecarga na conciliação do trabalho de cuidado e o trabalho remunerado. Mas não foi isso que aconteceu. Ao observar o esgotamento das mulheres brasileiras, nossa organização irmã Think Olga quis entender o que estava por trás do problema. Foram entrevistadas mais de 1000 mulheres de todas as regiões e especialistas em saúde mental para traçar o retrato da saúde da psique feminina.
Quase metade das mulheres têm diagnóstico de ansiedade, depressão ou algum outro transtorno mental.
Falta de dinheiro e sobrecarga de trabalho são as questões que mais afetam a saúde emocional delas.
Mais do que números e relatos, o relatório propõe soluções e vias de mudanças para todos os atores: setor público, privado, sociedade e indivíduos. A conversa ganhou proporções nacionais em debates com grandes veículos como Folha de São Paulo e Fantástico, além de podcasts com ampla audiência feminina como o Bom Dia, Obvious. Nosso relatório também influenciou a elaboração da da Política Nacional de Cuidados, sancionada em 2024, e motivou a elaboração do Projeto de Lei – Disque Saúde Mental da Mulher, elaborado na Câmara de Deputados de São Paulo.
Para continuarmos conectadas, sem dependermos do algoritmo.