Apoiar o PL do Pai Presente é urgente

Disseram que abolir a escravidão destruiria a economia. Não destruiu.
Alegaram que o salário mínimo e o 13º afundariam as empresas. Não aconteceu.
Afirmaram que férias remuneradas e direitos trabalhistas tornariam o Brasil menos competitivo. Não foi o caso

Estender a licença paternidade também não vai quebrar o país, vai, sim, preparar melhor a força de trabalho do futuro, tornando-a mais saudável, produtiva e equitativa.

Apoiar o PL do Pai Presente é urgente. É fundamental para a construção do capital humano do futuro. Estamos falando de mão de obra qualificada para o futuro e cidadãos bem preparados para compor os rumos das próximas gerações. O economista James Heckman, vencedor do Prêmio Nobel, estuda a primeira infância e mostra: investir nessa fase da vida das crianças é uma das estratégias mais eficazes para o crescimento econômico. Suas pesquisas indicam que, para cada US$ 1 investido na primeira infância, o retorno pode chegar a US$ 7 na vida adulta.

Para as empresas, também há benefícios concretos. Organizações com políticas parentais estendidas contam com funcionários mais engajados, produtivos e satisfeitos. As pesquisas também indicam que estender a licença paternidade fortalece a igualdade de gênero na cultura organizacional e, empresas com percepção de diversidade de gênero, têm 93% de chances de alcançar um desempenho financeiro acima da média. A Diageo é pioneira nessa frente e oferece 180 dias de licença paternidade, além de políticas e suportes diversos que promovem mais bem-estar e retenção dos talentos. O Grupo Boticário também oferece licença remunerada de 120 dias para homens cis e trans, casais homoafetivos e pais adotivos. Isso prova que uma política de trabalho compatível com o cuidado é possível.

Além do lado econômico, quando um pai participa de forma ativa do começo da vida do seu bebê, isso é bom para todos — para a criança, a mãe, a economia e a sociedade. Hoje, com a mãe sendo a única ou principal responsável pelo cuidado de um recém-nascido, temos uma sobrecarga materna, mulheres abandonando seus cargos e um vínculo enfraquecido com os pais. Um pai presente influencia em todo o desenvolvimento do filho: da sua saúde mental a capacidades acadêmicas, da sua inserção no mercado de trabalho à participação na vida econômica do País. Mas estamos longe dessa realidade em um Brasil que, desde 1988, prevê apenas 5 dias de licença paternidade na Constituição. A regulamentação, que era para ser provisória, perdura há mais de 30 anos. Chegou a hora de mudar e temos uma oportunidade no horizonte.

Essa conversa já chegou ao Congresso com diversos projetos esperando por votação. O STF estabeleceu este junho como limite para a votação da pauta. Estamos caminhando para o fim de maio com poucos avanços. E é aí que você pode fazer a diferença.

Se assim como nós e 76% dos brasileiros você concorda que a licença paternidade deveria ser maior, aqui estão algumas atitudes práticas para tomar agora:

  • Cobre seus representantes: contate os gabinetes parlamentares, perfis dos deputados e senadores nas redes sociais e pressione pela licença paternidade estendida.

  • Aprofunde-se e espalhe o assunto: compartilhe conteúdos dentro da sua comunidade e círculos de influência, vale desde o grupo de pais e mães  da escola até espaços culturais e comunitários. Se houver abertura, leve essa conversa para a sua empresa.

  • Conheça o trabalho da CoPai: a coalizão que reúne indivíduos, empresas e instituições que defendem a licença paternidade estendida e remunerada.

Pressione pelo PL do Pai Presente e acompanhe os nossos canais  para entender mais a fundo sobre o tema e somar nessa mobilização.

Por pais presentes, por empresas mais sustentáveis e pelo capital humano do futuro.

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